Mês das Crianças é celebrado com música e muita diversão no ICB
O Mês das Crianças no Instituto de Cegos da Bahia foi marcado por uma manhã de carinho, música, brincadeiras e muita alegria para as crianças com albinismo acompanhadas pelo Instituto. A celebração foi promovida pelo Ambulatório de Albinismo, sob coordenação da dermatologista Dra. Mariá Souza, e contou com a participação especial do Tio Paulinho.
Com música, brincadeiras e muita animação, a programação proporcionou momentos de convivência e diversão. Além disso, as crianças receberam brindes oferecidos pelos apoiadores da ação, tornando a experiência ainda mais especial.
Cuidado que vai além da celebração
Embora a ação tenha proporcionado uma manhã festiva, o trabalho desenvolvido pelo Ambulatório de Albinismo acontece durante todo o ano. O serviço oferece acompanhamento especializado e busca atender às necessidades específicas das pessoas com albinismo.
“Não é uma ação pontual. Nosso ambulatório é permanente, pensado para prevenir o câncer de pele e garantir um atendimento global e coordenado para os albinos, que são pessoas com necessidades específicas e muitas vezes invisibilizadas”, explica a dermatologista Mariá Souza, coordenadora do consultório especializado do ICB.
Além do impacto físico, o cuidado oferecido pela equipe multidisciplinar também promove o fortalecimento emocional e social dos pacientes. “A sociedade precisa aprender tudo sobre albinismo. Albino não é branquinho, não é galego, não é vitiligo. É alguém sem melanina, com pele vulnerável e baixa visão. Mas com inteligência, afeto e capacidade como qualquer outro”, defende a médica.
A importância de oferecer um Ambulatório de Albinismo
Para Heliana Diniz, presidente do Instituto de Cegos da Bahia, a iniciativa vai além do atendimento clínico. “Queremos contribuir para que a sociedade compreenda as especificidades do albinismo. O ICB reafirma seu compromisso com a inclusão e com a oferta de um cuidado digno e integral às pessoas com deficiência visual”, pontua.
Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que uma em cada 20 mil pessoas no mundo nasça com albinismo. No entanto, como alerta a Dra. Mariá, esses indivíduos frequentemente não aparecem nas estatísticas, nem mesmo no Censo. “Albino não é branco, preto ou pardo. É albino. E precisa ser contado, reconhecido e protegido”, conclui.
Gratidão a quem tornou esse momento possível
O Instituto de Cegos da Bahia agradece a todos os participantes, colaboradores e parceiros que contribuíram para a realização da ação. Afinal, iniciativas como essa também fortalecem vínculos, promovem inclusão e valorizam a infância das crianças acompanhadas pelo Instituto.
Para Luíza Pascoal, paciente albina do ICB, a celebração ficará na memória:
“Eu amei essa ação com o Tio Paulinho que aconteceu aqui no Instituto de Cegos da Bahia, foi muito legal. A gente brincou e se divertiu bastante e ainda ganhamos vários brindes. Foi fantástico!”
Como contribuir com o Instituto de Cegos da Bahia
A manutenção dos serviços prestados pelo Instituto depende da colaboração da sociedade. Pessoas físicas, empresas e entidades públicas podem ajudar adotando espaços da instituição ou realizando doações.
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